Tópicos de Interesse
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Desenvolvimento de capacidades para o setor rural*
No novo contexto internacional de abertura e livre comércio, o desenvolvimento rural adquire novas dimensões. Isto contribui à necessidade de fortalecer as habilidades humanas neste setor e fazer um melhor aproveitamento das novas tecnologias da informação e da comunicação (TICs). No entanto, a pesar dos esforços realizados pelos governos e instituições para aumentar a cobertura e a qualidade dos serviços de capacitação, nas Américas consta ainda um sério déficit no treinamento dos recursos humanos para o desenvolvimento rural, especificamente em relação a:
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Isolamento das zonas geográficas onde se da a vida rural.
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Pouca capacidade de interconexão tecnológica entre produtores, extensionistas, professores e agro-empresários.
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Pouco uso das novas TICs para acessar fontes, manipular dados, receber capacitação por meio de CD-ROMs e melhorar a comunicação entre usuários mediante a videoconferência, o correio eletrônico e a Internet I e II (o que se denomina brecha digital).
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Pouca experiência no que se refere à manipulação de sistemas e métodos de auto-aprendizagem com a utilização de computadores e no uso de outros programas de capacitação por meios digitais.
Na maioria dos países a implementação dos programas de capacitação para o setor rural teve inicio na década dos anos quarenta, sob a influência do modelo de extensão dos Estados Unidos e foram realizados nos ministérios da agricultura. Nos anos seguintes tais programas foram evolucionando em busca de sua própria identidade, passando por uma série de altos e baixos sem suas orientações, capacidade operativa e recursos financeiros, inclusive com alguns experimentando processos de privatização. Esses altos e baixos foram aumentando até provocar uma crise nos últimos tempos.
A necessidade de resolver estes problemas e os resultados das diversas consultas e diagnósticos realizados por diferentes instituições evidenciam a importância fundamental de por em prática sólidos programas de capacitação a distância e reconversão profissional, que sejam sustentáveis no tempo e aproveitem as vantagens das novas TICs. É necessário repensar e reorientar os programas de capacitação destinados a extensionistas, docentes, produtores e outros atores ligados ao desenvolvimento rural das capacidades requeridas para integrar-se às novas tendências e promover a geração e aplicação dos novos conhecimentos para o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário das Américas.
Na verdade, grande parte do aumento na produção e na competitividade obtida nos países desenvolvidos deve-se aos processos de profissionalização dos seus produtores e agro-empresários, quem permanentemente tem sido incorporando novas tecnologias produtivas e de comunicação, mantendo assim vantagens competitivas ante a globalização dos mercados. Deste modo, os altos níveis profissionais e as competências dos seus recursos humanos são o principal fator que permite a tais países manter-se integrados aos mercados mundiais e sobrepor-se constantemente às mudanças nestes produzidas, sem gerar desarticulações em suas economias internas.
Muitos organismos internacionais e multilaterais têm colocado a educação e a capacitação como eixos estratégicos das suas tarefas de cooperação orientadas a enfrentar os desafios da agricultura, do setor agro-alimentício e da economia rural conjuntamente. A educação gera sociedades, e a inclusão digital permitirá que esta chegue oportunamente ao setor rural.?
Karina Ramírez C.
Editoria Invitada
Coordenadora do Centro de Capacitação a Distância (CECADI)
Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)
*As idéias, pensamentos e opiniões expressas não são necessáriamente da OEA ou de seus Estados Membros. As opiniões expressas são de total responsabilidades dos autores.
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