21 de Enero de 2018
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Colección:
Revista Interamericana de Bibliografía (RIB)
Número: 1-4
Título: 1997
Sección: Reseñas Criticas / Critical Reviews

Warren G. BENNIS and Patricia Ward BIEDERMAN. Organizing Genius: The Secrets of Creative Collaboration. Reading, MA: Addison-Wesley Publishing Company, 1997. 239 p., source notes, index.

Ao lançar seu novo livro, Organizing Genius: The Secrets of Creative Collaboration (Gênio Organizacional: Os Segredos da Colaboração Criativa), Warren Bennis reafirma sua reputação como o mais respeitado pesquisador americano no campo da liderança. Em parceria com Patricia Ward Biederman, jornalista do Los Angeles Times, Warren Bennis analisa, em seis interessantes estudos de caso que incluem o Projeto Manhattan e o desenvolvimento do computador pessoal, o papel central da criatividade coletiva. Ao anunciar este livro, Samuel Culbert, Professor de Gerência da Univerdade da Califórnia, declarou que a teoria do “grande homem” exalou seu último suspiro, pois nenhum grande líder, por maiores que sejam seus talentos, consegue muita coisa sem o apoio de uma equipe competente e inovadora.

Em trabalhos anteriores, particularmente em On Becoming a Leader (Como Tornar-se Um Líder, publicado pela mesma editora, em l989), Warren Bennis, que tem prestado assessoria a grandes empresas e até mesmo a quatro presidentes norte-americanos, dirigiu muito de sua atenção para os atributos pessoais do líder. Ressaltou, por exemplo, a excepcional qualidade de homens públicos, como Washington, Jefferson, Hamilton, Adams e Benjamin Franklin, quaisquer que fossem suas fraquezas. O fato de uma população de três milhões de habitantes ter contado com tantos líderes de tal grandeza num período crítico de sua emancipação é realmente digno de nota.

Nestes, como em outros líderes, identificou ousadia para perseguir uma determinada visão, curiosidade para aprender com seus erros e acertos, paixão pela missão que lhes foi confiada e, acima de tudo, integridade. O conceito de integridade não se restringe ao respeito a princípios. Pressupõe maturidade, baseada no auto-conhecimento e na experiência, que permite trabalhar com os demais e deles aprender no curso do trabalho. A integridade é a única base sólida da confiança, sem a qual pode haver gerência, mas não liderança efetiva.

Ao distinguir os líderes dos gerentes, Warren Bennis destacou a capacidade que têm os primeiros de administrar o contexto de sua atuação. Enquanto os gerentes se concentram em sistemas e estruturas, os líderes se preocupam com pessoas. Líderes inspiram confiança; gerentes se apóiam em mecanismos externos de controle. Gerentes esforçam-se por fazer as coisas bem, enquanto os líderes tratam de fazer as coisas certas. Gerentes preocupam-se com treinamento; líderes com caráter e educação.

Que características comuns terão os líderes do futuro, segundo o Autor? Em primeiro lugar e acima de tudo, um alto nível educacional. Além disso, uma profunda fé no trabalho realizado em equipe, o que pressupõe grande capacidade para tolerar opiniões contrárias, especialmente quando o grupo se compõe de pessoal altamente qualificado. Como frisa o Autor em seu livro mais recente, um Grande Grupo só pode ser forjado por quem não tenha medo de empregar pessoas com maiores talentos que os seus — pessoas comprometidas com a idéia da excelência e capazes de trabalhar em equipe apesar da diversidade de seus conhecimentos e de suas diferentes trajetórias profissionais. A grande habilidade do líder consiste em respeitar a autonomia dos membros de seu grupo ao mesmo tempo que canaliza seu entusiasmo, curiosidade intelectual e persistência na busca de um ideal comum. No ambiente de trabalho em que opera um Grande Grupo, se o erro não pode constituir um hábito, tampouco deve ser motivo de ridículo ou intimidação. O erro, numa atmosfera de criatividade, é fonte de reflexão e aprendizagem.

Estas noções, tão simples no papel, contrastam o quotidiano burocrático. Baseiam-se, entretanto, em exemplos reais, que podem ser contestados por não representar a média do comportamento institucional. Mas, não estamos tratando da média e sim de casos onde a excelência pode servir de paradigma, especialmente para quem busca novas alternativas para o funcionamento de organizações complexas.

Organização dos Estados Americanos                                                                                                           GETÚLIO CARVALHO 
Washington, DC, U.S.A.