16 de Julio de 2018
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Colección: La Educación
Número: (129-131) I,III
Año: 1998

Do SDITE à RedeLET

Segundo Penna (1992), a RedeLET tem como principais objetivos a integração em rede, a nível nacional, das instituições federais de educação tecnológica, a promoção da atualização dos professores destas instituições através de programas de formação, reciclagem, o intercâmbio e o apoio a países da América do Sul (Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia e Equador) na interconexão dos seus bancos de dados relativos à educação tecnológica e o fomento do intercâmbio entre os países da América do Sul no que diz respeito à formação para o trabalho.

O uso da tecnologia dos microcomputadores e das redes de comunicação de dados para cumprimento de tal objetivo técnico-pedagógico abre perspectivas de grande importância para as atividades de formação continuada e à distância, tanto do ponto de vista da facilitação do acesso à informação quanto do ponto de vista da participação ativa no processo de socialização do conteúdo dos bancos de dados. De fato, o processo de navegação no espaço delimitado pela rede de computadores implica na construção de um sentido particular na aquisição de conhecimentos que é específico a cada indivíduo e que o permite de construir uma representação pertinente e significativa do conteúdo dos bancos de dados disponíveis. Neste sentido, o processo de interação com banco de dados através de uma rede de computadores pode ser visto como um processo de aprendizagem à distância de tipo indutivo onde o usuário (no caso o professor visado pelo projeto) desenvolve um procedimento de aquisição de conhecimentos por descoberta ou por exploração. Neste tipo de interação, o aluno ou o usuário do sistema, ou da rede, é percebido como sendo um engenheiro do conhecimento, convidado a se implicar diretamente na reconstrução de um conhecimento que lhe é proposto de maneira dispersa e aleatória (Paquette, Nadeau e Longpré, 1990).  Sob este ponto de vista, pode-se considerar que um sistema de intercâmbio e de acesso de dados via rede de computadores é um sistema de aprendizagem por exploração onde a experiência concreta e a descoberta livre são colocadas ao serviço da aquisição de conhecimentos (Schanck e Edelson, 1989). Trata-se então, de um excelente mecanismo de reciclagem e de formação continuada à distância pois as interações dos professores implicados com os banco de dados se fazem principalmente a partir da livre descoberta de novas informações e de novas interrelações entre elas. Segundo Paquette e al. (op. cit.) uma tal estratégia, centrada no interesse individual, favorece a motivação, a atenção, a integração e a retenção das informações.

A proposição de um sistema de formação continuada a partir de uma rede de computadores e de bancos de dados nos permite de vislumbrar uma nova faceta da informática educativa, especialmente quando se trata de utilizar o computador como mecanismo de formação individualizada, autônoma e adaptada aos interesses e às necessidades de cada usuário. Para professores ativos em sala de aula trata-se de um ganho substancial na melhoria da qualidade dos conteúdos programáticos propostos aos alunos. A partir de resultados de uma pesquisa recente realizada por Trollip, Lippert, Starfield e Smith (1992), pode-se concluir que um sistema nos moldes do SDITE - RedeLET, além de facilitar a atualização técnico-científica dos professores visados, favorece o desenvolvimento de habilidades metacognitivas, de ordem lógica e de comunicação, o que teria efeitos positivos imediatos em sala de aula. Um tal sistema de formação representaria uma nova faceta no desenvolvimento da informática educativa porque ele corresponde a um avanço no processo de tratamento e de divulgação das informações e dos conteúdos de bases de dados e, como conseqüência, instaura uma relação educativa inovadora. De fato, os sistemas de formação assistidos por computador evoluiram a partir dos primeiros sistemas chamados de lineares e que funcionavam segundo uma sequência de estímulos e de respostas. Em seguida, os sistemas ramificados foram propostos com o objetivo de tornar mais dinâmica a relação pedagógica numa tentativa de individualizar o processo de formação. Tais sistemas são caracterizados pela exploração do conteúdo pedagógico através de simulações de diálogos onde o aluno deve responder a perguntas feitas pelo computador. Mais tarde, os sistemas ditos generativos incorporaram uma base de estratégias pedagógicas trazendo mais maleabilidade na relação educativa e no tratamento dos feedbacks dos alunos. As técnicas da inteligência artificial anunciaram a chegada dos sistemas expertos, capazes de resolver problemas complexos segundo uma estratégia próxima da humana e utilizados também em tarefas de diagnóstico, de controle, de previsão, etc. quando utilizados em formação, estes sistemas permitem ao aluno de confrontar seus conhecimentos com o de um expert no área de conhecimento. Finalmente, propôs-se os sistemas ditos inteligentes cuja principal característica está no tratamento dado aos conhecimentos e na possibilidade de modelizar o comportamento do usuário e de oferecer um acompanhamento pedagógico adaptado e individualizado (Lacerda, 1990). Sistemas de formação nos moldes do RedeLET poderiam então ser classificados como sendo sistemas de livre exploração, desvinculados de uma estrutura rígida e propícios à navegação aleatória e à busca espontânea de conhecimentosNeste sentido, as possibilidades oferecidas pelas aplicações pedagógicas da teleinformática nos fazem pensar em um hypertexto global.

Quando implantada, a estrutura proposta para a RedeLET no que diz respeito à sua função de mecanismo de formação continuada, mostrada na figura 2, permitirá, aos professores participantes de serem elementos ativos no sistema. Eles poderão, além de coletar informações científicas e tecnológicas pertinentes para com suas áreas de formação, também alimentar o sistema com informações por eles mesmos coletadas.

FIGURA 2

Além disto, como indica Penna (op. cit.), ex-coordenador do sistema, a RedeLET permite acesso a outras redes de computadores tais como rede Because It’s Time Network (BITNET), que estenderá o alcance da RedeLET a mais de 2.000 entidades e bancos de dados em todo o mundo. O contato entre especialistas e professores também se torna facilitado através do serviço de correio eletrônico inerente a este tipo de rede de computadores.

A RedeLET tem como ponto central o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) que foi escolhido para ser a porta de entrada do Brasil para a comunicação com os países da América do Sul e o México, que se responsabilizará pela conectividade com os países da América Central. Para tanto, Penna (op. cit.) indica que o CEFET-MG teve seu parque computacional modernizado e adaptado às necessidades de implantação da rede. Também é nesta instituição que está implantado o Sistema de Informações da Educação Tecnológica Brasileira que está disponível na RedeLET.