19 de Julio de 2018
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Colección: La Educación
Número: (129-131) I,III
Año: 1998

O Sistema de Disseminação de Informações Tecnológicas Emergentes (SDITE)

Desde meados da década de 80, nosso grupo de técnicos da Secretaria de Educação Técnica do Ministério da Educação, alimentado por sugestões e comentários dos dirigentes das escolas federais de nível médio voltadas para a formação técnica e agrotécnica, vinha manifestando preocupações relativas à capacitação e à atualização científica e tecnológica do corpo docente destas instituições de ensino secundário profissionalizante. De fato, tendo em vista o ritmo cada vez mais acelerado dos avanços científicos e tecnológicos, nós sentíamos a necessidade absoluta de identificar mecanismos capazes de favorecer a atualização profissional e de garantir a formação continuada dos professores das instituições federais de educação técnica e de amenizar a fronteira entre a teoria oriunda dos laboratórios, dos centros de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico e a prática das profissões de nível técnico em meios profissionais. Como nós pudemos averiguar em um trabalho recente (Lacerda 1995), muitos autores denunciam a manutenção desta fronteira entre a teoria e a prática e sustentam que ela é a principal causa de inúmeras consequências negativas sobre a performance profissional dos futuros técnicos e tecnólogos (Kessler 1993; Saint-Laurent e Suquet 1983; Gonciar 1990; Orpwood e Souque 1984). Igualmente, Chang (1987) estuda as proporções de um tal problema para a Organização Internacional do Trabalho num interessante ensaio sobre os dilemas atuais da formação profissional.

Evidentemente, em um contexto de sala de aula, é o professor que, atuando como intermediário entre o saber dos alunos e o saber formalizado e aceito como oficial, tem a missão de fomentar os conteúdos pedagógicos de conhecimentos de ponta, atualizados, recentes e principalmente úteis à atuação dos futuros técnicos e tecnólogos quando do exercício profissional em meios de trabalho. É o professor que tem a tarefa de desenvolver junto aos seus alunos uma visão metacognitiva do domínio de formação profissional, visão que permite ao técnico criar suas próprias redes de conhecimento e organizar estes conhecimentos em função de suas diferentes necessidades profissionais e pessoais e também em função das exigências do mercado de trabalho quanto ao conhecimento, à competência e à performance do pessoal de nível médio. Cabe ao professor assegurar a capacitação do futuro técnico quanto aos cinco principais objetivos que nós atribuímos à formação técnica:

1. desenvolver um domínio e uma competência do saber técnico (Mercier e Ahad 1988);

2. resolver problemas de ordem técnica (Vachon, Fortin, St-Laurent e Suquet 1988);

3. desenvolver habilidades de concepção e de manutenção (Pinard, op. cit.);

4. favorecer, junto ao aluno, o desenvolvimento de uma reflexão sobre sua formação técnica, seus objetivos e seu campo de ação e de uma estrutura conceptual de sua área de formação (Gagnon e al., 1986);

5. preparar o aluno para enfrentar a evolução de sua área de formação com relação às modificações científicas e tecnológicas (Pinard, op. cit., Chang, op. cit.).

A formação continuada dos professores quanto à evolução de sua área de atuação torna-se assim um mecanismo essencial para assegurar o estabelecimento desta ponte entre o que se passa no mundo das idéias e das aplicações e a sala de aula. No entanto, um problema considerável dificulta o desenvolvimento de estratégias de formação continuada junto aos professores da rede federal de formação tecnológica :  A extensão do país, o número de instituições, de professores e de áreas de formação, a escassez de recursos financeiros e a indisponibilidade da população-alvo para realizar cursos freqüentes de atualização profissional tanto de curto quanto de longo prazo. Nossa atenção se fixou então na proposição de um mecanismo de formação continuada e à distância, que não alterasse o cotidiano dos professores visados e que incitasse todos os interessados à uma participação democrática, espontânea e voluntária na coleta e na divulgação de informações científicas e tecnológicas suscetíveis de sustentar uma política nacional de atualização de professores.

Nossa pesquisa de meios e mecanismos nos orientou na direção da formação assistida por computador e na criação de um banco de dados alimentado por um grupo de professores da rede federal de formação profissionalizante e pertencendo às diferentes áreas de formação técnica, cujo conteúdo seria periodicamente divulgado junto à totalidade do corpo docente, incitando-a a se auto-atualizar, a participar de eventos, a ler publicações técnicas, a contatar colegas e especialistas, a visitar instituições de pesquisa, etc. Desta maneira, teve origem o chamado Sistema de Disseminação de Informações Tecnológicas Emergentes, o sistema SDITE. Este sistema busca, em função da evidente necessidade de atualização do ensino técnico, sistematizar a divulgação de informações que venham a contribuir para a modernização dessa modalidade de ensino no Brasil. Considerando o nível do público a que se destina e a complexidade do conhecimento que se pretende transmitir, tal estratégia de formação continuada não poderia ser efetivada mediante mecanismos clássicos de aperfeiçoamento de recursos humanos tais como cursos de extensão, seminários e congêneres. Optou-se portanto por mecanismos mais rápidos que colocassem de forma completa e em tempo hábil o conhecimento das tecnologias emergentes junto aos professores de ensino profissionalizante de segundo grau. De acordo com o novo plano de trabalho da divisão de Estudos e Políticas Educacionais da Secretaria de Educação Tecnológica do MEC (SEMTEC), o sistema SDITE teria como função principal
... a atualização de todos os cursos da área tecnológica a partir do impacto das novas tecnologias sobre a organização do trabalho, do sistema de produção e do meio social, pois a informação tecnológica evidentemente influi não apenas nos processos de produção e de descobrimento de novos produtos, mas também na definição dos conteúdos dos cursos profissionalizantes. (documento DEPE 1995)
Conforme mencionamos em nossa dissertação de especialização que serviu de apresentação formal do sistema SDITE, este foi desenvolvido no sentido de possibilitar e promover o acompanhamento da evolução científica e tecnológica por parte dos professores visados, em primeira instância, e também promover o desenvolvimento da educação técnica no Brasil de uma maneira geral.

[INDEX] [RESUMO] [INTRODUÇÃO] [O SISTEMA DE DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS EMERGENTES (SDITE)] [SDITE : DESCRIÇÃO E MODO DE FUNCIONAMENTO] [FIGURA 1] [DO SDITE À REDELET] [FIGURA 2] [CONCLUSÃO] [RESUMEN] [REFERÊNCIAS]