19 de Junio de 2018
Portal Educativo de las Américas
  Idioma:
 Imprima esta Página  Envie esta Página por Correo  Califique esta Página  Agregar a mis Contenidos  Página Principal 
¿Nuevo Usuario? - ¿Olvidó su Clave? - Usuario Registrado:     

Búsqueda



Colección: La Educación
Número: (129-131) I,III
Año: 1998

SDITE : Descrição e modo de funcionamento

O sistema SDITE foi desenvolvido em torno de um conjunto de três principais bancos de dados :  um cadastro nacional de especialistas em diferentes áreas de formação técnica, um cadastro de entidades que disseminarem informações científicas e tecnológicas pertinentes, de entidades que desenvolvam pesquisas e de pesquisadores isolados e um cadastro de informações científicas e tecnológicas selecionadas pelos especialistas participantes do sistema. Tais especialistas seriam selecionados e indicados por cada uma das instituições de ensino visadas, de maneira que todas as áreas de formação estivessem representadas. Estes especialistas deveriam ser pessoas ativas, informadas e atuantes em suas áreas de formação e de ensino, de forma a estarem ao par das inovações tecnológicas, das novidades científicas, da pesquisa emergente, dos avanços na área. Desta maneira, sem que o chamado especialista tenha que alterar seu ritmo de trabalho ou abraçar outras atividades específicas para com o sistema SDITE, mas evidentemente imbuído dos objetivos do projeto, ele poderá tornar-se uma preciosa fonte de informações a serem divulgadas junto a seus pares visando a atualização de todos. O dito especialista é então o elemento chave do funcionamento do sistema SDITE, cujos princípios são, como nós já mencionamos acima, baseados na participação espontânea, no engajamento livre e na democratização do acesso às informações armazenadas nos bancos de dados.

À medida em que o especialista selecionado identifica informações julgadas de interesse para divulgação junto a seus pares, ele preenche um formulário de captação de informações no qual cada informação científica ou tecnológica é identificada segundo sua área de conhecimento e sua fonte (TV, jornal, revista, conferência, curso, seminário, etc.). Esta fonte é devidamente explicitada, seus autores são identificados e, finalmente, a informação é resumida. O especialista sugere também uma forma julgada adequada para a divulgação da informação, o que pode ir desde a conservação em banco de dados cujo conteúdo seria divulgado através de disquete, até a realização de cursos ou de visitas a centros de pesquisas ou às indústrias. O formulário de Captação de Informações é então enviado à sede física do sistema SDITE, ou seja ao órgão competente no Ministério da Educação.  Todas as informações recebidas através do formulário são armazenadas no banco de dados e, ao fim de um determinado período, elas são divulgadas a todos os professores da rede federal, segundo a área de atuação, através de um jornal ou de um catálogo de informações. A publicação deste jornal ou catálogo de informações —ou a distribuição de disquetes com o conteúdo do banco de dados— seria então o principal veículo de divulgação das informações coletadas e o instrumento de formação continuada à distância que responderia aos objetivos do sistema SDITE e do Ministério da Educação quanto à atualização dos professores visados pelo projeto.

Outras modalidades de divulgação das informações também foram previstas. Certos tipos de informações não podendo ser aprendidas simplesmente pela divulgação via suporte escrito, pensou-se na possibilidade de organizar visitas a centros de pesquisas, a centros industriais e a centros de desenvolvimento tecnológico e também na organização eventual de conferências ou de cursos. Evidentemente, tais eventos seriam organizados de maneira pontual, específica a determinadas informações e áreas e em função de necessidades manifestadas por especialistas ou professores.

O diagrama seguinte permite a visualização do modo de funcionamento do sistema SDITE :

FIGURA 1

No ano de 1988 o sistema SDITE foi operacionalizado de maneira experimental. Mais de 140 especialistas foram selecionados pelo projeto, cobrindo todas as escolas do sistema federal de ensino técnico e todas as áreas de formação (especialidades do setor agrotécnico, industrial e de serviços). Cerca de 40 instituições de ensino foram interligadas através do projeto e a metodologia de coleta de informações pôde ser testada ao longo de alguns meses. Verificou-se também o papel pedagógico do sistema com relação à sua função de formador de formadores segundo uma estratégia de ensino continuado à distância. Mais de 600 informações tecnológicas foram coletadas e os bancos de dados preparados e testados. Um relatório contendo informações científicas e tecnológicas emergentes foi publicado, o que demarcou o êxito do projeto.

O sistema SDITE foi oficialmente apresentado à sua população-alvo, aos diretores das instituições federais de ensino técnico e tecnológico, e aos dirigentes do Ministério da Educação e da Organização dos Estados Americanos durante o I Congresso Nacional de Educação Técnica, realizado em 1988 na cidade de Curitiba, no Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná. Sua excelente acolhida e as entusiastas manifestações de interesse em torno do projeto confirmaram a urgência e a importância da iniciativa e nos permitiram de solidificar as bases do sistema junto a seus promotores e junto aos especialistas selecionados para a coleta das informações, que foram reunidos durante o Congresso. Em seu primeiro ano de implantação, no qual pudemos contar com um grande índice de participação dos especialistas que enviaram dezenas de informações científicas e tecnológicas pertinentes, o sistema SDITE teve um papel considerável no desenvolvimento de atitudes positivas junto aos professores interessados e diretamente implicados, quanto à importância da formação continuada em seu desempenho em sala de aula e na formação dos futuros profissionais de nível técnico.

No ano de 1990, com a mudança de dirigentes no interior do Ministério da Educação e com o conseqüente desmembramento da equipe mantenedora do sistema SDITE, seu funcionamento foi seriamente comprometido e as operações paralisadas. No entanto, com o advento das redes de computadores no Brasil, uma nova forma de operacionalizar uma parte do sistema SDITE foi pensada e proposta:  a criação de uma rede de dados voltada para a comunicação de informações sobre a educação tecnológica no Brasil —em um primeiro momento— e em países latino-americanos em geral. Tal rede, identificada pela sigla redeLET, encontra-se em funcionamento desde 1991 e sua execução permitirá o intercâmbio acadêmico-científico do interesse e no âmbito da comunidade da educação tecnológica da América Latina. O  Centro de Cooperación Regional para la Education de Adultos en América Latina y el Caribe - CREFAL, com sede no México será o órgão responsável pela conexão da RedeLET com países da América Central (Honduras, Costa Rica, Panamá, El Salvador e Nicarágua). O desenvolvimento, a execução e a implantação da RedeLET tem o apoio do Programa Multinacional da Educação para o Trabalho - PMET, vinculado à Organização dos Estados Americanos.