25 de Abril de 2018
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Colección:
La Educación
Número: (114) I
Año: 1993
RESUMO

A finalidade desta pesquisa consistiu em determinar e analisar as práticas programáticas, pedagógicas e de avaliação suscitadas pelo aumento dos requisitos de graduação no ensino de segundo grau implementados pela Assembléia Legislativa do Estado da Flórida, Estados Unidos da América, em 1983. O pesquisador dedicou seis meses, em 1989 e 1990, para realizar um estudo intensivo de casos em duas escolas de segundo grau da Flórida. A primera é uma escola secundária urbana situada no Sul desse Estado. Dos 1.200 alunos da mesma, 70% eram negros ou de origem hispânica. A segunda escola está situada numa comunidade suburbana de classe média alta do Norte da Flórida. Mais de 90% de seus 2.000 alunos eram brancos. O pesquisador compilou 3.000 páginas de documentos, realizou observações em 165 classes e entrevistou 242 pessoas: professores, alunos e administradores. A pesquisa permitiu determinar a existência das práticas previstas na lei, como uma jornada didática de sete períodos letivos, novos cursos de ciências e matemática, um teste de aptidões aplicável a todo o Estado e “regras de perdão” destinadas a facilitar a graduação. Também foram identificadas algumas práticas não previstas na lei, tais como numerosos cursos “diluídos” e de baixo nível acadêmicos, a obtenção de créditos mediante cursos fáceis de verão e a prática de “estudar para o exame”. Estas últimas práticas são conseqüência da aplicação deficiente da lei, que, tendo sido implementada de cima para baixo, teve como resultado o fortalecimento das estruturas docentes existentes, em vez de efetuar uma verdadeira reforma das mesmas, e de uma série de tensões inerentes ao ensino público dos Estados Unidos. Os resultados levam a pensar que uma reforma educacional não surte efeito quando os responsáveis da política de educação não conhecem as dificuldades que enfrentam os professores e administradores. Também indicam que os educadores opõem resistência à plena execução das medidas reformistas quando crêem que as conseqüências serão perniciosas para eles ou para os alunos.