23 de Enero de 2018
Portal Educativo de las Américas
  Idioma:
 Imprima esta Página  Envie esta Página por Correo  Califique esta Página  Agregar a mis Contenidos  Página Principal 
¿Nuevo Usuario? - ¿Olvidó su Clave? - Usuario Registrado:     

Búsqueda



Colección: INTERAMER
Número: 29
Año: 1994
Autor: Josefina Zoraida Vázquez y Pilar G.Aizpuru, Comps.
Título: La Enseñanza de la Historia


Historia na escola: Perspectivas atuais

Quais são as perspectivas do ensino de História na década de noventa? Para que direção os novos currículos de História apontam?

À guisa de conclusão e sem a pretenção de esgotar o assunto (que mereceria, pela sua complexidade um estudo à parte) em um esforço de síntese, podemos arrolar alguns pontos que servem para identificar, invegavelmente, onde se situa atualmente, a problemática do ensino de História:
1. Aceita-se a idéia da existência de um saber escolar que não corresponde nem à justaposição e nem à simplificação da produção acadêmica. Ele obedece à outra lógica, que comumente se relaciona ao poder que pode ser múltiplo e variado (partido, igreja, estado,etc...) (Ferro, Falsificações 9) mas que define os objetivos e o conteúdo da História a ser ensinada nas escolas (de qualquer grau).
2. Reconhecimento de que o domínio da história universal, tal como vinha sendo tratada pela tradição acabou-se. Atualmente, a imagem do espelho estilhaçado (Ferro, Falsificações 127) expressa com mais propriedade o campo da História. As propostas de ensino, em geral, tem procurado corresponder a esta imagem, seja na seleção de temas, seja na abordagem do conteúdo que tem privilegiado a diversidade e a diferença, superando a uniformidade e as regularidades. A História, portanto, tem sido temática e as propostas de ensino variam desde aquelas que propõem, numa perspectiva da dialética marxista, o estudo das formações sociais, das totalidades contraditórias, até aquelas que tem como pressuposto a abordagem a partir do quotidiano, da micro-história, onde não se guarda nenhuma hierarquia nos assuntos.
3. Reconhecimento de que ensinar História é também ensinar o seu método (Segal) e, portanto, aceitar a idéia de que o conteúdo não pode ser tratado de forma isolada. Deve-se menos ensinar quantidades e mais ensinar a pensar (refletir) historicamente. Assim, “os objetivos do ensino de História abrangem uma expressividade emancipadora; baseada na auto-determinação e na autonomização do educando; (...) isso pressupõe a compreensão da emancipação a um só tempo e inseparavelmente do indivíduo no seio da sociedade” (Funari 4).
4. Superação da dicotomia ensino e pesquisa. Compreende-se que o ponto de partida do currículo deve ser resultante da interação alunos/professor, do meio social. O fundamental tem sido resgatar a historicidade dos próprios alunos. Nesse aspecto, há numerosas experiências que vem sendo vivenciadas por professores, de forma isolada ou conjunta e que se encontram publicadas.10
5. Compreensão de que os alunos e professores são sujeitos da história (do processo escolar, do trabalho comum, da vida e do dever); são agentes que interagem na construção do movimento social. Assim, as propostas vem procurado viabilizar a compreensão da História, enquanto o movimento social, memória e o discurso construído sobre o passado e o presente. Esta trajetória tem conduzido para a compreensão dos diferentes focos da História (Ferro, Falsificações 120), enquanto ao discurso institucional e a memória social.
6. Tem-se procurado viabilizar o uso de fontes variadas e múltiplas, com o objetivo de resgatar discursos múltiplos sobre temas específicos. A finalidade tem sido fazer aflorar diferentes tradições históricas; fazer emergir o diálogo (contraditório, complementar, divergente) da História oficial com a memória social. No corpus documental tem ocorrido a prevalência dos manuais escolares (que tem sido reformulados, revistos, criticados), mas incorporam-se também outros documentos, não na condição de recursos mas na dupla condição de sujeito e de objeto do conhecimento histórico.
Em conclusão, pode-se afirmar, que vivemos ainda uma conjuntura de “crise da história historicista”, as diversas propostas de ensino e as práticas docentes tem ajudado a viabilizar outras concepções de História, mais comprometidas com a libertação e a emancipação do homem. A História, a mais política das ciências sociais, tem ressurgido das cinzas, (onde a ditadura pensou sepultá- la), tal qual Fênix, mais fortalecida do que nunca. Apesar de ainda existirem “adolescentes que detestam a História”, ou que não saibam tantos nomes e datas como antigamente, dificilmente encontraremos quem desconheça o papel da História para ajudá-lo na compreensão de si, dos outros e o lugar que ocupamos na sociedade e no dever histórico.